Nossas Férias - São Paulo (parte I): Copan
- knoppglauco2
- 9 de nov. de 2022
- 4 min de leitura
Em meados de outubro, eu e a Lu (minha esposa) saímos de férias por 10 dias. O destino: Lima, capital do Peru.
Antes, porém, por uma questão de logística – os voos saindo de Belo Horizonte para Lima são péssimos – e de oportunidade, resolvemos fazer um stopover de 3 dias em São Paulo.
Como gostamos bastante de Sampa, costumamos turistar na terra da garoa pelo menos duas vezes ao ano. Desde 2011, quando visitamos a cidade pela primeira vez, ficamos sempre hospedados na região da pulsante Avenida Paulista.
Dessa vez os preços de hospedagem por aquelas bandas estavam exorbitantes, então, resolvemos respirar novos ares. Escolhemos ficar bem no Centro! Especificamente no icônico Edifício Copan!

O Copan, com suas belas curvas em concreto armado, é um marco arquitetônico da cidade, projetado por Oscar Niemeyer na década de 1950. Imponente, reúne mais de 1.100 apartamentos, distribuídos em 32 andares e seis blocos. No térreo, dentro e fora do edifício, diversos estabelecimentos comerciais como cafés, restaurantes, bares, padaria, lavanderia, cabelereiro, livraria, loja de roupa, e até mesmo uma igreja, compõem o complexo.
E porque escolhemos o Copan?
Cá entre nós, confesso que fomos influenciados pela chef Aline Guedes (@chefalineguedes) que, em parceria com o @airbnbnocopan, volta e meia publica, nas redes sociais, os seus “dias de glória” hospedada por lá. Também ficamos encantados com as histórias de vida e as narrativas sobre o Copan, apresentadas pelo Rodrigo Hilbert, no programa Tempero de Família, no canal GNT.
E como é ficar no Copan?
É ótimo! Muito bem localizado, fica a apenas 350 m da estação de metrô República. Próximo a ele (do outro lado da rua) tem supermercado, além de uma ampla variedade de bares, restaurantes e serviços.
Também é seguro. Primeiramente, no Bloco B (o maior do Copan) estão concentrados os estúdios (ou pelo menos boa parte deles) para aluguel por temporada. A equipe da portaria, além de supersimpática, já é preparada para recepcionar os hóspedes. Tem todo um esquema de identificação, com registro de imagem por câmera, apresentação de documento e lista para checagem dos dados das reservas. A porta do apartamento que alugamos possui fechadura eletrônica, codificada com senha temporária para acesso – trocada a cada nova hospedagem.
Locamos um estúdio no 23º andar do Edifício. Arejado, com janelão e uma bela vista! Abrir a janela, deixar o vento bater no rosto e alcançar, no emaranhado de arranha-céus, a vista do horizonte, foi nosso ritual diário, sempre ao acordar e antes de dormir.

Optamos por um apê simples, mas suficientemente confortável para nossa estadia de 3 dias – ficamos quase todo o tempo batendo perna, na rua. No Copan existem estúdios com diferentes configurações e decorações para locação por temporada.



Também achamos o imóvel silencioso. Nesse período, não escutamos um barulho sequer dos vizinhos – e olha que no Copan eles são muitos! A estrutura construtiva do edifício talvez seja melhor do que a de muitos desses quartos de hotel atuais que, não raro, costuma ser toda em dry wall malfeito. Por termos ficado em andar alto, o barulho da rua pouco incomodou, mesmo com o agito dos bares e restaurantes que ficam embaixo do prédio.
Ao chegarmos no quarto, abrindo o frigobar (que está lá apenas para o hóspede usar, sem produtos à venda), nos deparamos com uma grata surpresa. Uma cerveja temática, desenvolvida exclusivamente para os hóspedes do Copan, nos aguardava, geladinha, para brindarmos às boas-vindas. Uma deliciosa cortesia oferecida pelo @airbnbnocopan.

Como a Lu e eu gostamos muito de andar a pé, o nosso dia a dia foi muito facilitado por ficarmos no Copan. Quando não estávamos a fim de explorar alguma padaria específica ou um pouco mais distante, tomávamos café por lá mesmo. Destaco uma lojinha charmosa chamada “tu!” (@temumami), no andar térreo do edifício, que vende deliciosos panetones, o ano inteiro. Tudo é produzido por eles, artesanalmente, das frutas cristalizadas à essência do panetone. Todos os insumos são orgânicos.


Ainda não havíamos visto essa lojinha e, de repente, quando já estávamos saindo para comer algo pela manhã, sentimos um cheiro maravilhoso se espalhando até a portaria. Como nos desenhos animados, fomos atraídos até lá. Paramos, pedimos uma fatia de panetone (bem generosa, equivalente a ¼ de um panetone de 500 g) com um cafezinho coado. Atendimento atencioso, bom preço, boa comida! Vale a pena!

O Copan abriga vários pequenos empreendimentos gastronômicos, menos midiáticos, assim como outros mais famosos, como o Bar Dona Onça, da chef Janaína Rueda, e o Cuia Café, da chef Bel Coelho.
Todos os dias, saíamos cedo para explorar o Centro e adjacências. Muitas vezes, voltávamos apenas para tomar um banho, já no final do dia, para sairmos novamente à noite, no próprio Centro, para comer algo. É claro que, por ser o Centro, é bom não dar bobeira com celular e ficar sempre atento, especialmente à noite, quando as ruas ficam bem escuras. Nada muito diferente de outros lugares da cidade e de outras capitais no país.
Colado no Copan existem muitas e ótimas opções gastronômicas. Cuia Café, A Casa do Porco, Z Deli, Bar da Dona Onça, Bia Hoi (bar vietnamita), La Casserole e La Guapa (empanadas argentinas) são apenas algumas delas. Padarias icônicas, como a Santa Tereza, Italianinha e Basilicata estão adjacentes. Sem contar que você pode pegar o metrô, ali pertinho, e se deslocar para outros lugares da cidade.
Além de todas essas vantagens, o legal de ficar hospedado no Copan é poder ver de perto a dinâmica desse lugar que é maior do que muitos municípios brasileiros. Por lá vivem aproximadamente 5 mil pessoas, além do tanto de gente que circula pelo local, diariamente. Dinamismo e diversidade são, sem dúvida, suas características mais marcantes!
Em meio ao tom acinzentado e à dureza das linhas retas que predominam na capital paulista, o Copan, com toda sua sinuosidade, é deliciosamente insinuante. Charmoso, envolvente, encantador. Um universo singular de cores, aromas e sabores. Um lugar plural, diverso, com gente de todas as raças, credos, tribos e partidos.
Copan é assim
Poesia concreta
Que não se curva à reta.
Trama a(r)mada em que se vive
Livre
Se impõe no horizonte cinzento
Em movimento
Das cores das vidas que vêm
E que vão.
Eis um singelo poema que acabei de criar!
Se existe amor em São Paulo (sim, existe sim!!!), ele está no Copan!




Muito legal o relato e as dicas. Parabéns!
Legal a dica. Ano que vem quero passar uns dias em Sampa e vou me hospedar aí.
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